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Referências e apostila
O módulo inteiro cabe em um PDF para imprimir, riscar e levar para a reunião de quinta-feira.
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A bibliografia abaixo está comentada: cada obra vem com o motivo de estar aqui. Para quem vai facilitar este módulo com outras pessoas, três leituras são praticamente obrigatórias — Milton Santos, Freire e o artigo de Arnstein, que tem apenas oito páginas.
Concluindo este módulo, você chega ao Módulo 3, que trata de execução: comunicação, facilitação, planejamento e conflito. O diagnóstico só vale se virar ação organizada.
Para ir além
Anísio Teixeira e a escola no território
A Escola Parque, criada por Anísio em Salvador nos anos 1950, partia de uma leitura de território: a escola deveria concentrar biblioteca, oficinas, quadra e refeitório porque o bairro não os tinha. Era diagnóstico comunitário virando arquitetura escolar, décadas antes de o termo existir.
Leituras que se completam
Ler Milton Santos junto com McKnight produz um efeito curioso: um mostra que o território é feito de uso, o outro que o uso já é riqueza. Somados a Lukes, explicam por que essa riqueza costuma permanecer invisível — inclusive para quem a possui.
Como usar este módulo em grupo
As três atividades pedem de 90 a 120 minutos cada e funcionam melhor em dias diferentes. Entre uma e outra, deixe o material afixado em lugar de passagem: quem não estava na roda acrescenta coisas que ninguém lembrou.
Bibliografia comentada
Cada referência traz o motivo de estar aqui.
ARNSTEIN, Sherry R. A Ladder of Citizen Participation. Journal of the American Institute of Planners, v. 35, n. 4, 1969.
Oito páginas que dão uma régua honesta para medir participação real.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues (org.). Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1981.
A tradição brasileira de pesquisar com a comunidade, não sobre ela.
FALS BORDA, Orlando. Conocimiento y poder popular. Bogotá: Siglo XXI, 1985.
A investigação-ação participativa e o dever de devolver o conhecimento.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.
Investigação temática, temas geradores e a leitura de mundo que antecede a palavra.
GRANOVETTER, Mark. The Strength of Weak Ties. American Journal of Sociology, v. 78, n. 6, 1973.
Por que a informação nova entra pela borda da rede, e não pelo centro.
JACOBS, Jane. Morte e Vida de Grandes Cidades. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2000 [1961].
Os olhos da rua e a defesa da observação paciente contra o urbanismo de gabinete.
KRETZMANN, John; McKNIGHT, John. Building Communities from the Inside Out. Evanston: ACTA Publications, 1993.
O inventário de ativos como alternativa ao diagnóstico de carências.
LEFEBVRE, Henri. O Direito à Cidade. São Paulo: Centauro, 2001 [1968].
O espaço como produção social em três registros: concebido, percebido, vivido.
LUKES, Steven. O poder: uma visão radical. Brasília: Editora UnB, 1980 [1974].
As três dimensões do poder, incluindo a que se disfarça de normalidade.
OSTROM, Elinor. Governing the Commons. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.
A prova de campo de que comunidades governam bens comuns quando têm regras próprias.
PUTNAM, Robert D. Comunidade e Democracia: a experiência da Itália moderna. Rio de Janeiro: FGV, 1996 [1993].
Capital social como infraestrutura invisível do funcionamento institucional.
SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.
A obra central: espaço como sistemas de objetos e de ações, e a noção de território usado.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2000.
A versão mais acessível do pensamento de Santos, boa porta de entrada para grupos de leitura.
PDF, material principal
Apostila completa, a partir do Módulo 2
O mesmo PDF da formação inteira, aberto na página em que este módulo começa.