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Módulo 4: Como isso continua?

0 de 7 fases concluídas

Índice do módulo: fase 7 de 7
  1. O que acontece depois do entusiasmo Introdução, 18 min
  2. Do desejo ao projeto Capítulo 1, 28 min
  3. Dinheiro sem perder a alma Capítulo 2, 26 min
  4. Governança que não depende de heróis Capítulo 3, 26 min
  5. Avaliar para aprender Capítulo 4, 24 min
  6. Caderno de atividades Prática, 40 min
  7. Referências e conclusão do curso Para continuar, 12 min

Fase 7 de 7, Para continuar12 min

Referências e conclusão do curso

Quatro módulos, uma trajetória: de quem sou eu até como isso continua sem mim.

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O percurso fecha um ciclo deliberado. O Módulo 1 perguntou quem age. O Módulo 2, onde se age. O Módulo 3, como se age junto. Este último perguntou como o que foi construído sobrevive à energia inicial de quem construiu.

A tese que atravessa tudo é a mesma do nome deste laboratório. Anísio Teixeira dizia que a escola pública é a máquina que prepara as democracias. Máquina precisa de manutenção, de peça reposta, de gente treinada para operá-la depois que o inventor sair. Protagonismo comunitário, no fim, é isso: construir algo que continue funcionando quando você não estiver mais lá para empurrar.

Ao concluir este módulo, você completa os quatro do curso e pode emitir sua declaração de percurso na página do certificado.

Para ir além

Quando formalizar o coletivo

Vale abrir CNPJ quando houver necessidade concreta: receber recurso público, assinar contrato, contratar pessoas, emitir recibo. Antes disso, muitos grupos operam melhor de forma informal ou apoiados por uma organização parceira já constituída. Formalizar traz obrigações contábeis, fiscais e responsabilidade pessoal de dirigentes — é decisão estratégica, não etapa obrigatória de amadurecimento.

Onde procurar recurso local

Os fundos municipais dos direitos da criança e do adolescente e os fundos do idoso são geridos por conselhos com participação da sociedade civil e costumam ser subutilizados por falta de projetos apresentados. Participar desses conselhos é, ao mesmo tempo, exercício de controle social e acesso a informação sobre editais antes de todo mundo.

Como usar este módulo em grupo

Funciona bem como planejamento anual: um encontro para a teoria da mudança, um para o plano de sustentabilidade e um terceiro, alguns meses depois, para olhar o painel de indicadores. Três reuniões por ano bastam para mudar completamente a qualidade das decisões do coletivo.

Bibliografia comentada

Cada referência traz o motivo de estar aqui.

  • ARMANI, Domingos. Como Elaborar Projetos? Guia prático para elaboração e gestão de projetos sociais. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2003.

    A referência brasileira mais próxima da realidade de coletivos pequenos.

  • BRASIL. Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil).

    O terreno legal das parcerias com o poder público: instrumentos, chamamento e prestação de contas.

  • BRASIL. Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999 (qualificação como OSCIP).

    Antecedente do MROSC, ainda relevante para entender o campo jurídico.

  • CHAMBERS, Robert. Whose Reality Counts? Putting the First Last. London: ITDG Publishing, 1997.

    A inversão de quem define os critérios de sucesso na avaliação.

  • DRUCKER, Peter F. Administração de Organizações sem Fins Lucrativos. São Paulo: Pioneira, 1994 [1990].

    A missão como critério operacional para decidir o que fazer e o que recusar.

  • OSTROM, Elinor. Governing the Commons: the evolution of institutions for collective action. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

    Os oito princípios de governança coletiva, com base empírica em campo.

  • PATTON, Michael Quinn. Utilization-Focused Evaluation. 4. ed. Thousand Oaks: Sage, 2008 [1978].

    A avaliação vale pelo uso que dela se faz — comece perguntando quem vai usar.

  • SEN, Amartya. Desenvolvimento como Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000 [1999].

    O critério de fundo: o projeto ampliou as escolhas reais de alguém?

  • TENÓRIO, Fernando G. (org.). Gestão de ONGs: principais funções gerenciais. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1997.

    Vocabulário de gestão traduzido para a escala das organizações da sociedade civil.

  • W. K. KELLOGG FOUNDATION. Logic Model Development Guide. Battle Creek, 2004.

    O modelo lógico que estrutura a maioria dos formulários de edital.

  • WEISS, Carol H. Evaluation: methods for studying programs and policies. 2. ed. Upper Saddle River: Prentice Hall, 1998.

    Avaliar a teoria implícita do projeto, e não apenas seu resultado final.

PDF, material principal

Apostila completa, a partir do Módulo 4

O mesmo PDF da formação inteira, aberto na página em que este módulo começa.

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